PESQUISAS
Pesquisas Publicadas
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Monitoramento e controle químico da Grafolita no pêssego
ARIOLI, Cristiano João. Avaliação de componentes do monitoramento, flutuação populacional e controle químico da Grapholita molesta (Busck, 1916) (Lepidoptera: Tortricidae) na cultura do pessegueiro. 2003. 92p. Dissertação (Mestrado em Entomologia) – Universidade Federal de Lavras, Lavras1.
A mariposa oriental Grapholita molesta (Busck, 1916) (Lepidoptera: Tortricidae) é a principal praga da cultura do pessegueiro na região da Serra Gaúcha, maior pólo produtor da fruta para consumo in natura do Estado do Rio Grande do Sul. Com o objetivo de estudar o efeito de alguns componentes do monitoramento na atração de machos, observar a flutuação populacional e selecionar inseticidas para serem empregados como substitutos aos fosforados e piretróides no manejo integrado da G. molesta na cultura do pessegueiro foram conduzidos experimentos em laboratório e em pomares comerciais. A armadilha Wing Trap foi mais eficiente na captura de machos que a Delta. Para o modelo Delta, a armadilha confeccionada com embalagem Tetra Pak apresentou menor atração que a Delta Trap comercial. O posicionamento da armadilha entre 0,5 a 2,5 m do nível do solo não afetou significativamente o número de insetos capturados. Armadilhas Delta nas cores verde, amarela, branca, vermelha e azul não resultaram em capturas diferenciadas de machos. Com relação às formulações comerciais do feromônio sexual sintético verificou-se que ambas (Isca Tecnologias Ltda. e Biocontrole Métodos de Controle de Pragas Ltda.) apresentaram comportamento semelhante na captura de machos, mantendo capturas por um período de 120 dias. Entre junho de 2000 a julho de 2002 foram observados quatro picos populacionais durante o período de produção do pessegueiro que ocorreram em meados de agosto, início de novembro, primeiros dias de dezembro e meados de janeiro. Na avaliação de inseticidas, o benzoato de emamectina (10 e 15 g/100 L) associado ao óleo mineral (Assist, 250 mL/100 L), etofemprox (150 mL/100 L), metoxifenozide (40 mL e 60 mL/100 L) e spinosad (15 e 25 mL/100 L) foram eficientes no controle da G. molesta, com mortalidade de lagartas em laboratório e redução de injúrias nos ponteiros em pomar, superiores a 80%, proporcionando resultados comparáveis ao padrão fosmet (200 g/100 L). Todos os inseticidas avaliados apresentam características desejáveis para uso no manejo integrado da G. molesta, destacando-se a baixa toxicidade e reduzida dosagem de aplicação, o que minimiza os riscos aos aplicadores e a presença de resíduos tóxicos nos frutos.
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